Considerado o pai da sociologia – a princípio chamada de física social -, o filósofo francês e auto-proclamado líder religioso Augusto Comte (1798-1857) publicou o seu
Discurso Sobre o Espírito Positivo em 1844. A sua Filosofia Positiva nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio, e a visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e torna-se pesquisa de suas leis, vistas como relações constantes entre fenômenos observáveis.
A previsão científica caracteriza o pensamento positivo. O espírito positivo, segundo Comte, tem a Ciência como investigação do real. No social e no político, o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos cientistas. O Positivismo de Comte teve grande influência no século XIX e primeiras décadas do século XX nas sociedades políticas do mundo inteiro, assim como no Brasil – sendo que esta influência pode ser notada sobretudo pelo trabalho de dois propagadores dessa doutrina: Miguel Lemos e Teixeira Mendes. Benjamin Constant, líder republicano, aderiu à nova proposta e o lema de Comte passou a figurar como dístico na bandeira nacional republicana.
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